Diz-se que, neste triângulo, ocorreram fenômenos inexplicáveis, entre os quais o desaparecimento de vários navios e aviões após terem relatado “anomalias no horizonte e no céu e avaria nos seus instrumentos de navegação”.

O Triângulo das Bermudas é uma área que varia de tamanho, variação essa que ocorre em virtude de fatores climáticos, geográficos e geofísicos da região, que influem decisivamente no cálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico, acima de Cuba, entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e Fort Lauderdale. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, alguns com a tripulação completa também desaparecendo, para os quais se popularizaram explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.

Como o interesse popular crescia, os cientistas começaram a levar o assunto a sério, buscando uma resposta plausível. Uma das teorias que hoje tem certo crédito no meio científico culpa o gás metano, presente no subsolo oceânico do Triângulo, pelos mistérios. “A liberação do metano reduz a capacidade de flutuação de um navio e pode afundá-lo”, diz o físico Bruce Denardo, da Escola de Pós-Graduação Naval de Monterey, nos Estados Unidos. Além do risco de naufrágio, o gás também provocaria explosões ao atingir a atmosfera. “Por ser uma forma bruta do gás de cozinha, o metano pode entrar em combustão com a faísca de um motor de barco ou avião”, afirma o geólogo Carlos José Archanjo, da Universidade de São Paulo (USP).