A novela macabra que se tornou a morte do embaixador grego no Brasil!

[ATUALIZADO]

O embaixador, que vivia em Brasilia e estava de ferias no Rio de Janeiro para passar a Virada do Ano. Uma testemunha foi ouvida na tarde dessa Quinta no DHBF.

“De acordo com o Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), foi instaurado um procedimento para apurar o desaparecimento do embaixador da Grécia. Conforme informações preliminares, ele teria sido visto pela última vez na noite da última segunda-feira, 26 de dezembro”, informou a Polícia Civil à Sputnik. Ao não conseguir contato com o marido desde a segunda-feira, a esposa de Amiridis comunicou o desaparecimento.

Após uma investigação que correu contra o relógio na semana entre o Natal e o Ano Novo, a Polícia Civil do Rio começou a perfilar a complexa, e às vezes confusa, dinâmica do crime e seus três protagonistas, que tiveram a prisão decretada pela Justiça. O que segue é um relato do que supostamente aconteceu da segunda, 26, até esta sexta, segundo os depoimentos dos envolvidos: a mulher do embaixador, Françoise Amiridis, de 40 anos, o amante dela há seis meses, o policial militar Sérgio Gomes Moreira, de 29 anos, e o sobrinho deste, Eduardo Moreira de Melo, de 24 anos.

Na segunda-feira à noite, dia em que supostamente o embaixador tinha desaparecido como sustentava Françoise, o PM Sérgio Moreira chegou à casa que o casal diplomático mantinha em Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio. Sérgio ia acompanhado do seu sobrinho Eduardo, como registraram as câmeras do condomínio.

O PM, que foi descrito pela polícia como um conhecido da família que prestava serviços de segurança ao casal, diz que matou o embaixador depois de ter brigado com ele em função dos contínuos maus tratos que Françoise sofria por parte de Amiridis. Na briga, o diplomata teria lhe apontado uma arma, e Sérgio o teria asfixiado em legítima defesa. A tal arma de Amiridis não foi encontrada, o que fragiliza sua versão, segundo a polícia. Havia ainda manchas de sangue no sofá da casa do casal, o que faz da hipótese da morte por asfixia “altamente improvável”, segundo o delegado responsável pelo caso, Evaristo Pontes. O sangue apontaria morte com uso de faca, por exemplo.

Em seus primeiros depoimentos, a embaixatriz disse que no dia do assassinato ela estava alheia à tragédia, pois passeava no shopping com a filha de 10 anos do casal. Mas depois reconheceu aos investigadores que, no dia seguinte ao crime, ou seja, na terça, 27, viu uma mancha escura no sofá de sua casa e questionou o amante sobre o que tinha acontecido. Ele, então, teria confessado o crime.

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